desatino

que toda a gente ache o trabalho criativo ou artístico brincadeira.
é trabalho MERDA!
estuda-se.
demora tempo.
merece ser pago.
vivemos na era do cifrão.
o conceito de "mais-valia" já não é léxico de comunista.
as empresas vivem disso.
as instituições ganham com isso.
mas quem executa, não consegue viver disso e sofre as consequências.
pagam mal... quando pagam... e os prazos são sempre impossíveis.
e no fim os louvoures são para a "empresa" e "instituição" que fez o favor de pagar pela mais valia que tem.
paga-se a médicos, bancários, funcionários públicos, carteiros... etc...
ao trabalhador criativo dá-se esmola.
ao coitadinho que até estava sem dinheiro.
ao incapaz que não consegue manter o dia a dia porque não usa fato e gravata.
ao herege que faz o que gosta.
ao que tem prazer no seu trabalho.
será esse o pecado de ser um trabalhador criativo.
..da-se!!!!!!!!!!!!!!

tenho a mania que tenho muitos talentos

e sendo assim tb tenho a mania que sei fazer BD's.
resolvi passar ao papel todas as minhas "reuniões de trabalho" em que ouvi as coisas mais incríveis com o ar mais sério e profissional possível.
o meu grito de revolta para com o sistema em que me encontro mergulhado.
(esta teve um sonzito revolucionário heim???)

quanto aos desenhos, não sou nada dotado. mas esforço-me e para mim é mais uma aprendizagem.
os 3 exemplos freaks abaixo, foram publicados noutro blog que está sempre a mudar.
e vai mudar mais uma vez.
vão dar uma espreitadela e se gostarem digam qualquer coisinha.

atira-te ao chão e levanta-te é o seu nome.

só espero não ser alvo de plágio. que é coisa que me irrita de sobremaneira.
mas isso seria outro post.





novo amigo

nos dias que correm tenho muito tempo entre mãos.
e esse tempo é gasto entre tentar fazer um site novo para um espectáculo que me está a pôr os nervos em franja, umas idas e vindas a Lisboa e pouco mais.
passo os dias a ouvir rádio e a debater-me com actionscrpt e quejandos.
mas um dia chegava a casa e dei de caras com o bruno.
tinha dois capacetes debaixo do braço e o sol brilhava.
o bruno meteu logo conversa.
tem 3 anos, um avô que lhe carrega a bicicleta porque ele a acha "gande e pusada" e uma vontade de falar que só é impedida pela lingua atabalhoada.
falámos durante cerca de 20 minutos e fiquei a saber muita coisa.
um camião teve um acidente quando o pai metia gasolina.
ele não consegue pedalar a bicicleta.
gosta do meu capacete.
que também tem um capacete para a bicicleta mas que não sabe onde está.
que quer ir à escola mas não o deixam porque é pequeno.
que foi levar o euromilhões.
que a avó demora a atender a porta.
no fim despediu-se com o olhar nos capacetes e pela mão do avô vai rua acima até ao parque "bincar com os otros mninos".
até logo bruno.
até logo avô do bruno.

a mãe de todas as estratégias de guerra



como toda a gente sabe, os jogos de guerra são um elemento importantíssimo na propaganda militar de qualquer país invasor.
ensina-se a guerra e competitividade como coisa normal, para que a violência não seja estranha aos combatentes.
foi descoberto recentemente em documentos da torre do tombo, que os estrategas das descobertas portuguesas inventaram o primeiro jogo de guerra conhecido: a sardinha
encontram-se anotações sobre esta actividade em muitos escritos militares portugueses datados do séc XIV em diante.
exemplos são: "sardinium em X licções" de autor anónimo e "tratadus de cuura de maleitas deccorrentes da nobre practica do sardinis bellicus" tb de autor anónimo.
a pequena história diz, que o próprio tratado de tordesilhas, foi resolvido entre os reis português e espanhol numa disputada "peleja de sardim-nha que fou vencida por ua unha negra que sua magestade, el rey de portugal e algarves, cultivava no mindinho de sua mão esquerda, por graça de nosso senhor."
existem também, sobejas provas que este jogo de guerra foi passado de geração em geração pela "irmandade da unhaca", nobres pessoas que à custa da sua vida privada e da sã convivência com os seus pares deixa crescer no seu mindinho a lembraça viva de tal victória.
esta imandade mantém a tradição de reunir nos primeiros calores estivais a comer sardinhas e bebendo minis, uma clara alusão ao tamanho das unhas do rey espanhol.

mas todo esta verborreia histórica advém do facto que encontrei um endereço na "grande teia global de informação", vulgo net; onde podemos recuperar as tradições ancestrais do sardinius bellicus.
é um jogo construído por anglo-saxões, por isso perdendo o jogo algum cariz folclórico, a nomear: o uso de linguagem vernacular, aerofagias e libertações orais de excesso de muco; vulgo caralhadas, peidos e cuspidelas.
enfim, é um jogo para meninas mas dá para passar o tempo e relembrar o tempo em que portugal foi grande.
em território e unhas.*

*n.a. todas estas informações são o mais puro delírio de mim mesmo. pelo facto peço desculpa. desculpem. tá?

cuequinha



cada vez que vejo uma revista, masculina ou feminina, que tenha um editorial de moda sobre lingerie de senhoras, uma pergunta me assalta o espírito:
porque todas as modelos de roupa interior puxam a cuequinha ligeiramente para baixo?
será porque a cuequinha faz comichão?

senhores produtores de cuequinhas, metam os olhos nisto.
é um sinal de desconforto.
não anuncia uma disponibilidade física da mocinha para actos menos púdicos.
mostra que os vossos produtos são incómodos.