parapente não é uma mota



aceitando um desafio lançado por uma tal de sway num outro blog deste vosso criado, venho aqui demonstrar com toda a clareza que as minhas habilidades como desenhador são upa, upa de catitas.
espero que com esta pequena e modesta mostra da minha grandiosidade e maturidade fique de vez esclarecida. toma lá e embrulha... :P

um bem haja e é mesmo desta que a tia sway não leva a hello kitty ao zoo de lisboa a ver família.

teatro e telemóveis



tradução: "as pessoas que vão às estreias com convite, vão para mandar sms's durante o espectáculo"

fac simile da obra: "caderninho de desenhos e listas de compras no lidl da arroja" de espanta_espíritos . 2008
nota: esta obra prima do comentário sarcástico e do desenho mundial foi feita às escuras durante a dita estreia.

as figuras que uma pessoa faz para ganhar a vida


foto: polegar . mosteiro dos jerónimos . março 2008

renovação de wc ou os trabalhos manuais em larga escala



322 idas ao AKI, 52 idas ao IKEA, 24 idas à loja chinesa da ramada de baixo, muitas horas de sono perdidas, muitos palavrões e vivas depois, está finalmente pronta.
o wc creme/acastanhado/cor de rosado/com padrões de flores está finalmente verde/branco/cor de rosado/alaranjado.
tem lavatório novo, sanita de pacote (pois vinha numa caixinha prêt à "monter"), chuveirinho de saldo, e acessórios vários, maioritariamente da loja sueca.
tá um mimo e com um genial desenho na parede da banheira, saído das costas doridas e pernas tolhidas da D. Polegar (que tem fotos no seu blog).
luzes e águas, buchas e parafusos, e assentamento de sanitários da autoria deste vosso criado. pinturas gerais, trolhices e carrego geral do duo dinâmico da ramada de baixo.
limpezas gerais e particulares a cargo do mesmo duo.
a coisa foi sofrida e custosa mas não houve cá empreiteiros a meter o nariz, mãozorras ou calças descaídas a mostrar o fundo das costas de canalizador ou electricista.
tá feito.

depois disto a ideia geral é: e se abríssemos uma empresa de renovações de casas a baixo custo?

resumo de quase dois meses de afastamento

este é um post recorrente mas necessário pois sou daquelas pessoas que quando tem um trabalho em mãos a coisa é intensa e deixa pouco tempo para estar aqui.

mas aqui vai um resumo:

desde meio de fevereiro que estive "mais uma vez" a trabalhar em produção. desta vez não foi de cinema, foi de teatro. a empresa é pequena, as descoordenações mais que muitas e muito do trabalho que seria repartido acabou no meu colo.
a coisa deu-se.
entre patrocínios e hotéis, restaurantes e tecidos, sapatilhas e garrafões de água, contractos e fotografia, webdesign e cenário, as minhas horas correram.
depois de um ensaio/ante-estreia em lisboa lá foi a guerra de desmontar cenário e arrumar tudo o melhor possível para a viagem que se aproximava.
no inicio da viagem a carrinha alugada era duas vezes maior que o acordado, subiu-se 3 lanços de escada com tudo às costas até à carrinha e de seguida 3 horas de viagem mas lá chegou tudo ao algarve para a semana de preparação da estreia nacional.
os mesmos (que eram 2) lá montaram o cenário e no fim disso fui procurar lavandarias e afins que a coisa ainda estava para durar.
a equipa de acolhimento foi incansável e ficou surpresa com as funções que este vosso criado tinha de desempenhar tendo em conta que foi produtor executivo, fotógrafo, webdesigner, carregador, aderecista e paizinho.
houve de tudo: idas ao hospital, marcações e desmarcações de quartos, horários de refeições sem serem cumpridos, aturar pseudo vedetas e frustrados, ensaios que se estendiam até de madrugada, colegas preguiçosos, as festas dos outros, discussões em que senti vergonha de pertencer à equipa que pertencia, parasitas da roupa e produção que lá tinham o nome no cartaz e que fazerem alguma coisa foi mentira, 3 horas de sono por dia, gestão de dinheiros.
a estreia deu-se não sem antes haver discussões entre os de cá e os de lá por assuntos em que a razão estava nos que acolhiam e não nos visitantes. uma vergonha.
mais de 500 pessoas assistiram à estreia entre as quais altas individualidades.
no dia seguinte 300 pessoas assistiram à coisa e foi o fim.
lá se desmonta tudo, arrumam-se os camarins (enquanto quase todos iam para a grande festa de fim de peça) e no dia seguinte ala para lisboa, não sem antes andar a fazer acrobacias à beira rio com uma carrinha de 6 metros de comprimento e 2,5 metros de largura no cais do ginjal.
depois de tudo entregue e contas feitas veio o descanso.
refazer uma casa de banho com a cara metade, voltar à barca dos infernos e ir a reuniões em que quem as marca não aparece.

há quem o diga com flores, eu digo-o com cansaço: tão depressa não me apanham noutra.